Quarta-feira, Abril 25, 2007

O Cheiro do Ralo


AVISO: Esse post não cheira nada bem!

Estava aqui há exatamente 2 horas tentando escrever algo razoável para expressar o meu sentimento ao ver o filme O Cheiro do Ralo. Tentei todas as abordagens possíveis, mas nada funcionava.

Comecei falando que o filme era de uma fragrância incomparável, devido a sua qualidade. Em seguida já mencionara que o longa foi feito com apenas 300 mil reais. Não satisfeito, prossegui discursando sobre a distribuição falha do filme, que chega a poucas salas, logo atinge poucos espectadores. Depois, citei que era uma pena porque a qualidade era...

Enfim, tudo embolado, mal escrito. Chega a subir um odor de preocupação, mas nem é do ralo.

....

...

To saindo... É melhor vocês verem o filme mesmo!


Até o próximo e mais elaborado post.


Bye.

Terça-feira, Abril 17, 2007

O descaso e a falta de informação do SBT



É impressionante o descaso de Silvio Santos e o SBT com o público. Tudo bem, sabemos que o ex-camelô sempre gostou de brincar de trocar a grade de programação, procurando melhores índices de audiência, mas agora a situação chegou ao extremo.

Outro dia, recebi o comentário que o programa ídolos tinha retornado ao ar. Como fui espectador assíduo da primeira edição (Veja aqui meu post sobre o programa e outros realitys shows) , logo me empolguei. Ciente de que o programa passava as 4° e 5° feiras, imaginei que seriam exibidos em horários equivalentes a edição anterior, ou seja, iniciados entre 21:45h e 22:30h.

Às 21:30h em ponto, nas esperada quarta-feira, sento no sofá da sala para aguardar o início do programa. 22h e ele ainda não começou. Vou zappiando entre o jogo na TVGLOBO e o Jornal no SBT, até que as 22:30h é anunciado o SBT Repórter. Confuso, penso que talvez o programa esteja começando mais tarde, em função das estratégias de Silvio Santos. Engano meu.
Deveras decepcionado, recorro à internet para saber sobre o horário de exibição do Reality Show e assistir a compactos dos programas que costumavam ser alocados a página do Ídolos no portal do SBT. Para a minha surpresa, não existe horário algum na página do programa, apenas a informação “ídolos no SBT, todas as quartas e quintas!” Em relação aos vídeos, já não existem mais os compactos e sim pequenos trechos de apenas 30 segundos por arquivo de vídeo. Detalhe, mesmo sendo tão pouca a duração, a tecnologia de banda dos vídeos é aquém das existentes no mercado. Eu por exemplo, com uma conexão banda larga de 1mb tive interrupções nas transmissões de vídeo. Além disso, a qualidade não é das melhores.

Na internet não existe mais horário da programação do SBT. E não pense que os jornais se safam: “O SBT não forneceu a grade da programação”. É ou não é descaso?

Depois a emissora de televisão não compreende o porquê da Record está prestes a alcançar a vice-liderança da televisão brasileira. Podem até falar que a situação é financeira. Mas investir em comunicação e marketing não é apenas questão de capital e sim de trabalho e estudo. O que custa, por exemplo, trabalhar uma melhor página para o programa ídolos, onde se explore a continuação das mídias. Por que não colocar um sistema intuitivo, de fácil acesso e funcional? Posso até estar enganado, mas aposto que os vídeos do programa têm 10 vezes mais acesso no portal YOUTUBE do que no site da emissora. Alguma dúvida do por quê?

Ontem fui ao site do pânico e ouvi a entrevista dos jurados do Ídolos antes da estréia do programa. Eles falaram que o horário seria 20:15h. Suei, mas parece que descobri! Parece, não se sabe ao certo... Só tenho certeza que se amanhã às 20:15h o programa não entrar no ar, terá perdido mais um espectador.

Quarta-feira, Abril 11, 2007

O que é participação?




Você também já se fez essa pergunta? Pois então, no livro homônimo com autoria de Juan E. Díaz Bordenave se encontra a resposta.

O mais interessante na obra é o esclarecimento de questões que passam despercebidas em nossa sociedade, como a real definição para marginalidade e a própria participação.

Afinal de contas, participar é ser parte, tomar parte ou ter parte?

O comparativo com a comunicação é brilhante. Explica ponto por ponto como os meios de comunicação causam a falsa impressão de inclusão por intermédio da participação, quando na verdade excluem, ou melhor, tiram à participação de uma grande parcela da sociedade.

Particularmente, pude concluir que o problema da participação é gerado em três níveis: Governo, empresas e sociedade civil. Isso acontece por questões de interesses, por pensamentos de igualdade e não equidade e por falta de entendimento de como participar.

E nem preciso dizer o que acontece com o comunicador que não participa...

PARTICIPEM!
Link do livro na página da editora: http://www.editorabrasiliense.com.br/primeirospassos/participacao.htm

Link para a compra do livro na americanas.com
http://www.americanas.com.br/prod/205876/BookStore?i=1

Segunda-feira, Abril 09, 2007

Metalinguagem?

Pra quem não sabe, metalinguagem é uma linguagem usada para descrever outra linguagem ou qualquer sistema de significação. O dicionário, por exemplo, é uma metalinguagem de palavras, já que se trata de palavras dando significado a outras palavras.

Por que resolvi falar disso? É que nesse post vou usar o blog para falar do próprio.

...

A partir de hoje, o caomunicação terá três atualizações semanais concretas: segunda, quarta e sexta. O que não quer dizer que o cão aqui vai deixar de postar algo nos dias restantes quando lhe for conveniente.

...

A linha editorial do blog é... Comunicação. Análise da comunicação, eu diria. Não apenas dos meios de comunicação (TV, rádio, cinema, jornais...), como também nas relações intrínsecas dessa ferramenta dentro da educação, cultura, marketing e determinadas pesquisas científicas.

...

Enfim, é isso!

Mais tarde, novos posts direto do canil. ;)

Terça-feira, Novembro 28, 2006

A memória daquilo que nunca aconteceu...


É interessante pensar que não, mas a boa memória é fundamental. Aquilo que chamamos de inteligência, por vezes é apenas questão de memória. Não aquela memória funcional de gravar nomes e datas, mas a memória construtiva. Difícil de entender?

Falemos então de um pouquinho de semiótica e psicologia. Toda vez que depararmos com algo novo, nosso cérebro faz um processo de reconhecimento, ou seja, ele busca informações e formas já passadas que tenham relação com a nova. A bandeira do Brasil por exemplo, antes de ser bandeira, é um retângulo, losango e círculo que juntos formam uma imagem que nos remete ao Brasil. Mas imagine que o Brasil não tivesse bandeira, o que aquela forma representaria? Seu cérebro iria buscar informação e poderia dar diversas interpretações, mas nunca falaria que era a bandeira do Brasil.

Isso é muito fácil de entender se pensarmos nos falso-cognatos(Palavras em inglês que são relativamente parecidas com a do português mas tem um significado diferente). Quem entende pouco de inglês ao ver escrita em algum local a palavra “parents”, logo traduz como “parentes”, quando na verdade significa “pais”. Isso ocorre porque o cérebro tenta reconhecer algo baseado naquilo que já foi visto anteriormente.

Entendida a questão podemos retomar o ponto. Essa “tal memória” não é fruto de treinamento e repetição, e sim de integração. Quem diz que não entende um filme, uma obra de arte ou uma conversa entre amigos, apenas não tem memória. Essa pessoa não está integrada no cotidiano da sociedade, ou seja, ela não interage. Talvez não se preocupe em saber as notícias, ler um bom livro, conversar com pessoas diferentes, vencer seus medos e preconceitos, e principalmente aceitar o novo, ou melhor, tentalo, experimentá-lo.

Talvez esteja aí o significado da palavra “chato”, “feio”, “estranho”, “não gostei”. Tudo se encaixa em não ter reconhecimento, ou seja, não ter memória.

E assim como a filosofia, a memória e a pessoa que consegue investir em sua memória não são sofistas (Sábios de tudo). E é por isso que eu vivo me esquecendo...

Sábado, Setembro 02, 2006

Circo pornográfico

Segue abaixo um relatório que fiz sobre a peça "Circo pornográfico - em assim que nasceu o amor" que eu vi no último domingo na Casa de Cultura Elbe de Holanda, localizada na Ilha do Governador. O mesmo relatório foi requisitado pela professora de Universo das Artes Cênicas no meu curso de Produção Executiva Teatral:


















“Circo Pornográfico – em assim nasceu o amor”

Analisando contrapontos podemos dizer que o circo nunca foi um lugar para ser levado a sério. Por mais que os profissionais que ali sempre trabalharam fossem sóbrios em seus pápeis de fazer graça, ele sempre foi um espetáculo inverossímel. Por outro lado, o sexo sempre foi encarado com demasiada seriedade. É claro, que essa é uma afirmação conflitante, já que diversas pessoas o encaram como um simples fator de entretenimento e satisfação pessoal. Mas de qualquer, forma a palavra sexo sempre conota seriedade, pois transpassa diversas idéias: Obrigação, família, filhos, doenças contagiosas, gravidez, amor, prazer.

Na peça “Circo pornográfico – em assim nasceu o amor” exibida na Casa de Cultura Elbe de Holanda, todos estes pontos estão entrelaçados de forma descomunal. Isso porque, a seriedade e alegria trocaram as bolas.

Os atores, sobre um palco Italiano, demonstraram um espetáculo que mostra um circo apresentando a história de quando Deus criou o homem. Através de um cenário fixo são apresentadas todas as fases do descobrimento até o ponto de ebulição sexual do homem e da mulher. Ao contrário da peça “Os monólogos da Vagina” que se baseia em entrevistas reais realizadas com mais de 200 mulheres, “Circo pornográfico” beira o imaginário, querendo fluir para o campo crítico filosófico dando uma nova leitura a estruturas já conhecidas.

Foram usadas apenas algumas variações de luz branca normal ao vermelho em três momentos – se não me engano -. Além do que os próprios atores desempenhavam a função de contre-regra, o que era perfeitamente aceitável num espetáculo de baixo custo de produção. Com relação à maquiagem e o tempo de troca do figurino (trabalho das camareiras), não há o que reclamar.

Como existem poucas tiradas cômicas, e a linguagem beira a coloquial com ensejos poéticos, fica clara a idéia de levar o espectador a pensar. A estrutura afirma o tempo todo isso, pois ela mesma é crítica as nossas interpretações (vide uma nova história da chapeuzinho vermelho). Entretano, por mais que os atores se esforcem, o texto não consegue levar o espectador ao pensamento, e isso é fatal onde o principal é trazer a idéia. É como olhar pra um palhaço novo que não faz rir, ou seja, por mais que pareça bacana é esquecível. Por isso o circo ainda é melhor trazendo alegria e o sexo propagando a seriedade.

Domingo, Agosto 27, 2006

Uma profissão honrada?

Normalmente quando digo a alguém que faço faculdade de Publicidade e Propaganda, o mesmo indaga que devo ser ambicioso a ganhar dinheiro. Respondo que faço Publicidade sim, mas que não tenho vontade alguma de ser um publicitário, muito pelo contrário. Não é difícil a pessoa se assustar com a minha resposta e questionar “n” fatores por eu estar cursando uma formação superior nessa área.

“Por que você não quer ser publicitário?” (Poderia ser também “Marketeiro” ao invés de “Publicitário” na pergunta)

Resposta:


Segue abaixo um texto da revista Propaganda, edição de setembro de 2005, escrito por José
Roberto Penteado:




"No supermercado

Como já disse, é um lugar onde não canso de me surpreender. A criatividade engenhosa para iludir o cliente de várias maneiras não é privilégio dos donos de lojas, porque são também expostas as artimanhas dos fabricantes...
Confira neste exemplo de maionese Hellmann’s: a embalagem tradicional de vidro de 500g custa R$2,79. A que deveria ser mais barata, em papel/alumínio, com 471g, custa R$4,39




Pena que não tenho a foto pra mostrar. Pois o produto mais caro realmente parece ter maior quantidade, quando na verdade não tem.
Uma coisa como essa me indigna! Eu não quero lucrar iludindo o consumidor, tampouco botar uma idéia na cabeça do indivíduo que apenas me favoreça, por mais que ele tenha que sair prejudicado.
Não sei como pessoas que lucram deturpando a sociedade conseguem dormir a noite. Como por exemplo quem faz publicidade e marketing para remédios e cigarros.



Então por que faço Publicidade? Ah, isso já é outra história...